SÍNTESE, ESPAÇO E LUGAR - YI-FU TUAN por, Valéria Alferes
- valeria alferes
- 5 de jan.
- 4 min de leitura
Atualizado: 12 de jan.
Síntese do livro:
ESPAÇO E LUGAR; A PERSPECTIVA DA EXPERIÊNCIA.
‘’ O lugar é segurança e espaço é liberdade; estamos ligados ao primeiro e desejamos o outro’’. Como mencionado nos livros, os espaços são demarcados e defendido contra os invasores e caracterizados por aqueles que o habilitam. Suas necessidades biológicas de comida, água, descanso e preocupação. Quando pensamos na seriedade da preocupação com a natureza e meio ambiente, não possuímos esse cuidado e sim com as políticas (leis espaciais) e inventamos recursos através de nossos esforços.
Porém, é necessário pensar de uma forma mais ampla. O espaço e lugar, são divididos por diversas pessoas ou animais e cada um possuí seu estado de espirito próprio, pensamentos e sentimentos. Possuímos culturas diferentes cheias de particularidade; enfoca questões quais nos levam a três temas:
1- Os fatos biológicos
2- As relações de espaço e lugar
3- Amplitude de experiência ou conhecimento.
Sensório-motora, tátil, visual, conceitual, imagens e sentimentos complexos. Para caracterizar esses espaços, os planejadores profissionais apressaram-se com modelos e inventários. Slogans, propagandas (marketing). Esquecendo facilmente a rica informação derivada da experiência humana. Neste fato possuímos os filósofos, geógrafos, antropologia, psicologia humanística (artistas).
Experiência é um termo que abrange as diferentes maneiras através das quais uma pessoa conhece e constrói a realidade. O pensamento dá colorido a toda experiência humana, através de sensações. Frio e calor, felicidade, dor ou prazer. O que você tem suportado ou sofrido? A experiência implica a capacidade de aprender a partir da própria vivência. Voltada ao mundo exterior, é vivenciar o perigo e estar aberto a aventurar-se no desconhecido. Pensamento e sentimento, ambos são maneiras de conhecer e você vivência tudo isso a partir do ver e pensar.
A inteligência é necessária á estruturação dos mundos. Cinestesia, visão e tato, permitem sentimentos intensos pelo espaço e pelas qualidades espaciais. Os sons, podem transmitir uma ideia ou até mesmo dar uma ‘’ideia ‘’ de como é um certo objetivo (sem o ver). Reconhecer e sentir profundamente o particular. Por exemplo: coisas pessoais e particulares. Uma xicara de chá ou vaso. Um objeto ou lugar atinge realidade concreta quando nossa experiência com ele é total através de todos os sentimentos, sentidos e a mente ativa e reflexiva.
Conhecer um lugar (espaço) intimamente. Não só como um turista, olhar o interior e exterior. Ruídos, ruas, cheiros, topografia, água e lugar. Conhecer o bairro, identificar previamente os ângulos. Objetos e lugares, são núcleos de valor (realidade). A cidade planejada, é o resultado de padrões geométricos na natureza que o homem descrimina e criam espaços abstratos na mente (espaço escultural e arquitetural) em grande escala.
ESPAÇO ARQUITETÔNICO E CONHECIMENTO
Construtor primitivo
“O habito embota a mente; de modo que o homem ao construir, esta um pouco mais consciente na escolha do que faz um animal que constrói institivamente.”
Arquiteto Moderno
“O arquiteto-chefe deve conceber em sua mente e no papel uma série de formas arquitetônicas, todas contribuem, para a finalidade do projeto.”
Contraste entre o Construtor Primitivo e o Arquiteto Moderno
Costumes e cultura X Escolhas Ilimitadas
Yi-fu Tuan sita alguns exemplos do contraste entre os sistemas construtivos primitivos e a evolução para o Arquiteto moderno.
CHALES E VILAS – Conhecimento natural sem técnicas elaboradas e didáticas, algo mais intuitivo, cultural e regionalista.
Não a muitos levantamentos históricos, que definem quais eram exatamente as ideias e planos desenvolvidas por esses grupos de construtores tradicionais da época.
Segundo Yi-fu Tuan a três principais fatos que levaram ao processo de transformação e evolução de um construtor tradicional a um arquiteto moderno.
1º Fato
O construtor primitivo que utiliza de materiais regionais e técnicas manuais.
Vendo o bom resultado de sua edificação, ele se propõe a construir outras edificações com as mesmas técnicas e materiais, criando assim um coletivo ou padrão de uma característica construtiva, que se propaga, gerando mais e mais do mesmo modelo de habitação.
2º Fato
“Uma única casa não é construída para ser usada para sempre”
Essa frase citada no livro refere-se a repetição, ao costume ao longo dos anos, que leva ao constante exercício de se repetir o que foi feito no passado, criando assim uma continuação e um valor histórico das técnicas construtivas realizadas pelo construtor primitivo.
3º Fato
A influência da religião
Algumas das técnicas, estilos e materiais tem uma grande influencia e ate origem na religião, como os arcos e abóbodas, o uso de mármores, pedras e ornamentos nas construções.
PLANOS E DIAGRAMAS
Com o passar do tempo surgem novas descobertas e técnicas, algumas mais complexas, havendo então a necessidade de registros destes novos e antigos sistemas construtivos, um modo de se repassar o conhecimento adquirido ao longo do tempo.
Isso desenvolve a ideia de um plano, não só sobre a habitação, mas também sobre o urbano, planos esses que tem como idealização a organização da cidade de um desenho com ordem e padrão, diferente das vilas e chalés que eram tradicionalmente desenvolvidas.
Agora se inicia uma nova didática na era do ARQUITETO MODERNO, surgindo os desenhos arquitetônicos, plantas, textos, planos e diagramas.
“Os Primeiros protótipos dos arquitetos modernos surgem na Europa no final da idade média.”
Alguns Exemplos que Yi-Fu Tuan menciona:
INFLUÊNCIA RELIGIOSA
Obelisco em frete a São Pedro
Construção realizada por um coletivo de construtores de diferentes classes sócias da época, com intuito de adoração a Deus.
PUBLICO E PRIVADO – INTERNO E EXTERNO
Casas Pátio
O modelo habitacional que define bem o conceito de dentro e fora, publico e privado, e o surgimento de grandes e extensos muros.
VERTICAL E HORIZONTAL - MASSA E VOLUME
Shopping Center
Um ambiente totalmente fechado que compõem luzes, cores, pessoas e vitrines; Que se mostra atraente somente em seu interior, com sua escala monumentalmente grande e fechada, sem um contato direto com o externo (Urbano).
Ao longo do livro ele menciona outras obras que mostram influencias de símbolos religiosos no desenho e distribuição dos espaços, ordem cósmicas e sócias de casarões, Domus e suas sensações no ambiente e diversas outros projetos que esclarecem o processo histórico das técnicas desenvolvidas ao longo dos séculos no Espaço e Lugar da Arquitetura.



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